A cruel rede de protecionismo de uma esquerda mais cruel ainda


Eu não tenho problemas com pessoas da esquerda. Eu não problemas com pessoas da direita. Tenho problemas com conservadores e extremistas. E antes que me taquem pedras ou me julguem por esse post, vou logo dizendo que sou centro-liberal de acordo com o Political Compass e o Diagrama de Nolam. Vamos também deixar claro que existem pessoas boas e ruins. De centro, de direita, de esquerda, feministas, machistas, pró ou contra partidos. Então me reservo o direito de não ter que antecipar estes termos com "algum" ou "alguns" para não cair na mesmice ou chatice para quem estiver lendo, fica subentendido que não estou generalizando, estou falando de algumas pessoas não todas, e de alguns determinados comportamentos de algumas pessoas de alguns desses grupos.







Há alguns dias o escritor e crítcico de cinema Pablo Villaça sugeriu que estava mentindo ao dizer que não era de direita e que estaria criticando mais a esquerda. A questão é que eu não gosto do PT, mas isso vem de um longo histórico pessoal meu que um dia posso contar ou não, é muito delicado. Mas não sou contra petistas ("inclusive tenho amigos que são...", risos), mas algumas atitudes hipócritas e incoerentes tem sido observadas por mim em relação a alguns membros da esquerda e petistas. Não que eu ache que a direita se comporte de forma correta, mas apesar de polêmicos e extremistas, a maioria beira a sinceridade e também são julgados por isso.


Fatos: 

- Gaievski era prefeito pelo PT e era assessor da Ministra Chefe Gleisi Hoffmann (PT) durante o governo PT.
- Paulo Ghiraldelli é abertamente contra a direita conservadora.
- Rachel Sheherazade declaradamente defende a direita conservadora e a bancada evangélica, além de casada, de padrão socioeconômico razoável, linda, magra, branca e loura (comentário desnecessário mas o porquê vocês entenderão mais adiante).

O primeiro caso envolvia mulheres, e mulheres menores de idade. O segundo caso também envolve  outra mulher. O primeiro envolve estupro, assunto que vem sido larga e amplamente discutido por feministas nos últimos anos. O segundo envolve misoginia, outra questão combatida por feministas. Alguma palavra de alguma feminista de esquerda que tenha relevância na internet? Nenhuma. Algumas feministas mais ativas politicamente que claramente declaram sua bandeira partidária em prol do PT ou de partidos de extrema esquerda sequer fizeram um comentário, ignorando os fatos como se eles não tivessem existido. E não pensem que não houveram cobranças, vários usuários questionaram essas feministas se elas não iriam se indignar com os casos ou, pelo menos, citá-los em algum momento. Eu fui uma delas e: nenhuma linha sequer. 

Eu não entendo em qual momento eu me perdi e onde foi dito que a ideologia partidária está acima de interesses daqueles mais frágeis ou minorias os quais pretendem defender, mas foi exatamente isso o que aconteceu. Poderia ser de direita, de esquerda, não importa, mas vindo da esquerda isso me causa uma estranheza maior uma vez que os maiores movimentos sociais em prol de minorias estão mais relacionados com partidários da esquerda, inclusive as raízes do feminismo radical atualmente praticado.

Outro fato curioso, que foi pouco comentado mesmo nas redes sociais exceto por pequenos grupos mais restritos de amigos, eram os de "feministos" (homens que se dizem feministas) cometendo agressões contra mulheres feministas de esquerda. Coincidência ou não, estes "feministos" se declaravam de esquerda. No fraco burburinho do qual se teve notícia, falava-se sobre homens que se diziam feministas e aliados das mulheres que se infiltravam na esquerda apenas com o propósito sexual, haja visto as inúmeras matérias e opiniões que foram publicadas naquele ano referente à alta atividade e liberdade sexual das mulheres de esquerda, como essa da jornalista socialista Cynara Menezes que expõe que comunistas transariam melhor. Até Pondé, duramente criticado por feministas de esquerda, teria ironizado ao dizer que homens de esquerda "pegam mais mulher" do que os da direita.

Passados esses casos quase que de forma imperceptível, no final de 2014, próximo às eleições, as redes sociais, em especial o Twitter, paravam para acompanhar um dos maiores casos sobre suposto abuso contra mulheres praticado por um "feministo": o "Idelbergate", como foi apelidado pelos internautas. O caso envolvia o professor Idelber Avelar e supostas vítimas de assédio sexual. Ao invés de prestarem queixa ou efetuarem denúncias, as mulheres publicaram, de forma anônima, trechos de conversas privadas de alto valor sexual envolvendo anal, ménage, BDSM, cuckolding e várias outras práticas sexuais, algumas pouco conhecidas de todos. A impressão que muitos tiveram, e eu me incluo, é de que se tratavam de conversas consensuais sobre sexo entre as partes envolvidas, o caso ainda está sendo investigado. Curioso ou não, apareceram fortes rumores de que esse caso teria vindo à tona através de manobras ativistas petistas. O motivo: era sabido que Idelber Avelar, o acusado, sempre defendeu o PT mas, nas últimas eleições, teria se voltado contra Dilma e estaria sofrendo as consequências, sendo vítima de uma armação de feministas radicais pró-Dilma por essa suposta traição política. Se formos parar para pensar o porquê nenhuma denúncia forma havia sido feita, faz muito sentido, mas a verdade só saberemos ao final do processo. 

Mas quando esse último caso ocorreu, eu não conseguia tirar da minha cabeça outros casos que nunca vieram ao conhecimento das pessoas, mas que era sabido entre os grupos de amigos, principalmente de feministas, esquerdistas e feministas de esquerda.

Por motivos óbvios não citarei nomes mesmo porque não estive envolvida diretamente, mas ouvi relatos repetidos de pessoas diferentes que sequer se conheciam sobre o mesmo assunto, a mesma pessoa e o mesmo "modus operandi". O perfil do "acusado": homem, de esquerda, "feministo" com certo prestígio e respeito do circulo dos amigos, casado com uma moça totalmente desprovida de talentos físicos, vamos assim dizer, inexperiente, insegura, com baixa autoestima e tímida. Os relatos dão conta de que tal moço assediava moças nas redes sociais de forma romântica e apaixonada. Todas elas, ao contrário de sua esposa, muito bonitas. Não dizia que era casado, apesar de morar há anos com a companheira, sempre citava que era noivo. O contexto girava sempre em torno da história romântica do rapaz comprometido que se torna amigo da moça e se apaixona por ela mesmo sem querer e poder, e que está profundamente confuso e envolvido nesse amor proibido, mas não sabe como lidar com ele pois já está comprometido com outra moça. O roteiro, as falas, era sempre a mesma rotina, só mudavam as moças, no caso, as vítimas. E não foi apenas um relato, foram vários. Decepcionadas e machucadas, quando as vítimas se davam conta do engodo no qual haviam caído, se afastavam e eram alvo de todo o tipo de indireta possível cometidas pelo tal rapaz, como se elas fossem propriedades dele e não pudessem "desfazer" um relacionamento que, de fato, nunca existiu. Algumas, ao perceberem o ato falho do moço, não se faziam de vítimas ou rogadas e até se aproveitavam da situação.

Quando parei para raciocinar friamente no caso, me dei conta de que a maioria das vítimas era feminista e esquerdista. Então um buraco se abriu sobre a minha cabeça. As atitudes das vítimas perante o caso não eram nem um pouco feministas. No final, todas elas sabiam mas não se comentava sobre o caso. Algumas conheciam e eram até amigas da esposa do moço, mas em nenhum momento a alertaram. Nenhuma delas repudiou a atitude do moço, mesmo que de forma privada, expondo a ele que aquele tipo de comportamento além de inaceitável era incoerente e hipócrita com o discurso que ele proferia e no qual elas acreditavam. Poucas coisas são mais machistas do que manter a mulherzinha fixa em casa por segurança enquanto flerta com mulheres bonitas na rua. Fora o discurso mentiroso de homem apaixonado, colocando-se quase como uma vítima frágil de um amor impossível. Na minha concepção o feminismo tinha que ser, acima de tudo, um movimento de união entre as mulheres onde elas pudessem se ajudar e apoiar umas as outras e se sentirem seguras e protegidas, mas não era isso que eu via acontecer nesse caso. Ao contrário, disso mulheres vaidosas que pareciam gostar do flerte e de se sentirem desejadas, mesmo que isso estivesse ocorrendo com e debaixo das barbas da próprias esposa do rapaz com quem mantinham amizade e contato diário. Isso sem contar outras questões, como o sentimento de posse machista que esse rapaz mantinha sobre as "amantes virtuais" uma vez que ele não parecia suportar ou aceitar o "fim do caso". Não mencionei os abusos psicológicas contras as mais frágeis e apaixonadas onde ele se colocava praticamente como a vítima seduzida dessas "perigosas" moças que teriam o assediado, afinal de contas, a culpa era delas. Quantas atitudes machistas que são amplamente combatidas pelas feministas mais amenas vocês conseguem identificar nesse caso? Todas. 

É um caso que resume o pior que pode acontecer: falsa simetria, relativização, hipocrisia e incoerência. E todos calados. Quando você se cala, você passa a mão na cabeça e apoia. Não é um "zé ninguém", é alguém respeitado e ativo na esquerda nas redes sociais, que prega o feminismo abertamente em sua rede. Não sei quais os interesses de algumas pessoas por trás dessas histórias que todos sabem mas que ninguém tem coragem de falar. Eu, apesar de saber disso, não posso ser a portadora das notícias e das denúncias porque não sou vítima, sou apenas uma ouvinte e testemunha do caso mas sem qualquer tipo de prova porque tudo o que me é dito de forma confidencial é sumariamente deletado dos meus registros. Só peço a vocês que, ao saberem de casos semelhantes, que coloquem a mão na consciência e revejam vossos posicionamentos porque relativar com medo do julgamento é cômodo mas tem um preço porque vocês estão protegendo, por orgulho, algo que vocês mesmo tentam combater e, agindo dessa maneira, além do respeito que perdem, essa luta não faz o menor sentido...

PS: se você identificou a história, foi também vítima e caso queira entrar em contato comigo, clique acima em "contato" e relate sua história. seu anonimato sempre será preservado como das outras vítimas, sua privacidade é essencial e importante para mim.




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