Relacionamentos virtuais




Em 2010 uma vez uma pessoa muito especial e querida para mim me perguntou: "Será que o afeto virtual é dissociado do afeto real? Será ele um preflexo, um prolongamento ou apenas uma quimera?". Respondi que minha experiência com a grande teia nos últimos 18 anos me demonstrou que não, ambos podem caminhar juntos e o "afeto virtual" pode vir a se tornar tão ou mais verdadeiro do que um "afeto real".

 







Pensem comigo: quando você conhece virtualmente uma pessoa e não tem contato físico ou visual com ela, o que acontece? A tendência é que você foque naquilo que lhe é impalpável, ou seja, ideias e sentimentos, mesmo que a pessoa do outro lado não esteja sendo sincera e diga somente mentiras, apesar disso não ser um privilégio do mundo digital, pessoas no mundo real mentem e mentem muito bem!

No cybermundo somos sempre perfeitos e deixamos um pouco de nosso lado humano, nas redes sociais não roncamos, não arrotamos, não temos mau hálito, não transpiramos e não temos chulé... Somo todos lindos, magros, bem sucedidos, felizes e bem resolvidos. Mas, pensando friamente, no mundo real nos primeiros encontros também não tentamos parecer um tanto perfeitos demais?

Há muito tempo atrás li num jornal de grande circulação de São Paulo/SP uma matéria em uma coluna direcionada ao público masculino algo interessante de como revelar facilmente a princesa em bruxa, ou algo assim. Relatava um fato que desvendava o quanto uma mulher, por exemplo, pode conseguir ludibriar um homem por alguns momentos. Próteses de silicone no seio ou nas nádegas, "Botox" e "fios russos", peças íntimas com enchimentos, "chapinha", cintas milagrosas, maquiagem com alta tecnologia em HD, lentes de contato, tintura de cabelo, unhas postiças, "banho de loja", próteses dentárias e implantes, bronzeamento artificial... vamos ser sinceros, tudo isso pode transformar qualquer "baranga" numa "miss"! E devemos lembrar de que hoje isso não é uma exclusividade feminina, muitos homens têm aderido ao que antes era apenas acessível às mulheres!

Então eu me pergunto qual a importância real da aparência física de uma pessoa? Não podemos ser facilmente enganados por uma aparência real "fake" tanto quanto somos ludibriados pela internet? No mundo virtual, ainda temos a oportunidade de, ao menos, podermos analisar palavras que são digitadas que, teoricamente, correspondem ao que alguém pensa, sente e sabe. No mundo real, às vezes, ficamos tão embriagados por uma beleza que, num primeiro momento, simplesmente ignoramos a essência daquele ser humano. "Fulana é linda, mas quando abre a boca...", quantas vezes eu ouvi este comentário de amigos meus que só perceberam o fato dias depois de ficarem enfeitiçados pelos primeiros contatos visuais com tal moça? Não é que eu priorize as relações virtuais, mas hoje vejo como um grande leque de opções. Além da comodidade de termos contato com pessoas de diversos locais, os mais inusitados possíveis, da facilidade e agilidade da informação, ainda temos a oportunidade de explorar um pouco mais o modo de pensar de alguém.

Hoje não dá mais para separar uma coisa da outra, isso para mim é um fato. Por isso, me irrita profundamente quando alguém me diz "isso é o mundo virtual, você precisa viver mais a sua vida real". Sorry, baby, não há separação entre os dois mundos, ambos se comunicam, ambos se conversam, se misturam e coexistem. Posso dizer isso com conhecimento de causa e com toda a convicção deste mundo pois tenho amigos que eu trouxe do meu mundo virtual para o físico e aqueles que conheci no mundo físico cuja distância nos obriga a mantermos contato pela internet.

Decepções e mentiras encontramos nas duas esferas. Falar em "saber distinguir" é utopia. Sentimentos sempre estão presentes e dizer "isso não acontece comigo, nunca aconteceu e nunca acontecerá" é apenas mentir-se a si mesmo, adiar algo que, dia menos dia, pode acontecer a qualquer um. Se está com seu coração aberto (ou não) para o mundo "real", você não está imune ao mundo "virtual".

E o que fazemos? As pessoas que nos despertam interesse, desejamos e tentamos trazê-la para perto da gente, para o nosso mundo físico e real. O que vai acontecer depois? Isso ninguém sabe, as expectativas e consequências nos "dois mundos" são equivalentes!






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