Perdão, amigos: o erro



Nasci para fazer caridade. Desde ouvir e dar conselhos até ser voluntária em causas, tendo que pegar pesado no batente. Não me importo em ajudar e não espero retribuição, mas não admito ser injustiçado e muito menos ingratidão. Você não precisa me devolver algo que eu faça por você mas, por favor, saiba reconhecer e jamais diga que eu não fiz anda quando fiz, isso é motivo para eu cortar relações, seja com quem for, fiz isso com meu próprio pai, porque eu não faria com alguém que  laços fortes comigo? Talvez por essas qualidades positivas as pessoas se aproximem tanto e confiem tanto em mim.







Se você leu a primeira parte dessa história, para mim é o suficiente e cumpri meu papel no sentido de pedir perdão pelo meu erro, se desejar, pode parar aqui. Se você quer saber qual foi o meu erro e como ele se desenvolveu, pode prosseguir.

Chamarei a pessoa apenas de "pessoa" ou "ela", mas as vítimas dela identificarão de quem falo. Eu não espero que ela se reconheça, até melhor que isso não ocorra, minha preocupação é com as pessoas de quem gosto eu respeito de verdade que não mereciam e não merecem passar por isso. Serve também de alerta para que todos percebam que podem ser vítimas de engodo semelhante. 

Ela chegou da mesma forma que muitos chegam: buscando se aproximar. Tagarela e atenciosa como sou, eu não jamais poderia enxergar qualquer sinal de perigo e fiz o mesmo que sempre fiz: dei atenção. Mas você não sabe exatamente o que te espera do outro lado. Até conhecer alguém você não sabe o que está guardado para você e talvez, mesmo com anos de convivência, ainda assim você não conheça a pessoa. Não é assim que acontece? Advogados costumam dizer que você só conhece seu marido ou esposa no momento do divórcio. O dinheiro não corrompe pessoas, ele apenas ressalta aquilo que elas tem de melhor ou pior, assim como a internet e as redes: elas potencializam ou escondem qualidade ou falhas de caráter.

Dei a pessoa tudo o que eu poderia dar: atenção, ouvido, conselhos, dicas, orientações, preocupações, respeito, fidelidade, discrição, carinho, absolutamente tudo. Apenas não retribui as constantes declarações de amor. Eu sentia carinho e era agradecida a essa suposta admiração, mas para chegar num patamar de amor é preciso muito tempo e cumplicidade e isso ainda não existia da minha parte, além disso, aquele meu alerta estava apitando o tempo todo: não confie. Mesmo assim, dei um voto de confiança quando, ainda sob identidade escondida, expus minha identidade verdadeira, meu nome, meu rosto, minha vida e minha presença. Isso era privilégio para poucos e não porque alguns fossem mais especiais do que os outros, mas porque eu sentia sim vontade de me aproximar melhor das pessoas mas ainda havia a preocupação de minha identidade verdadeira não vazar. Se isso não é sinal  de confiança e amizade, me expor dessa maneira sabendo dos riscos com tantos querendo descobrir quem eu era, então não sei o que mais poderia ser .

Porém, algumas atitudes me incomodavam e a maioria delas se relacionava a amigos e colegas em comum.

Eu errei, errei feio. Errei a partir do momento em que permiti que certas coisas fossem ditas e por tê-las ouvido. Mas naquele momento eu não consegui enxergar o grau de egoísmo, perversidade e gravidade da situação. Hoje, mais consciente e sensata e fora do jogo, eu consigo especular que talvez eu tivesse medo. Medo de uma possível chantagem com a exposição da minha identidade mediante um rompimento, mas de forma tão inconsciente que eu não conseguia reagir. O ano passado foi um ano muito difícil para mim. Problemas pessoais, de doença e familiares estavam acontecendo e fora do meu alcance no que tange a eu poder fazer algo, meus cães doentes e morrendo, meu pai morrendo de câncer, tudo isso trouxe à tona minha vulnerabilidade. Em um estado "normal" eu teria agido de forma diferente. Repito: não quero me justificar porque eu acho que erros não merecem justificativas mas por respeito e por consideração que tenho pelas pessoas, eles merecem ao menos explicações. 

Me perdoem, amigos, mais uma vez, me perdoem...

Não fui capaz de reagir quando a sexualidade de uma pessoa de quem gosto demais e por quem tenho profunda admiração fosse questionada, baseada nos amigos que ela tinha. E porque essa sexualidade era de tanto interesse a outrem, que eu acabei passando por cima de atitudes que considero normais, chegando a fazer perguntas diretas sobre a sexualidade dessa pessoa de quem gosto. A insistência era tanta em querer saber a sexualidade dessa pessoa que eu acabei me oferecendo a fazer o "trabalho sujo" e perguntar a ela qual era sua orientação. Na hora eu não pensei muito porque não conseguia ver maldade nas intenções por trás dessa especulação, mas eu jamais deveria ter feito isso para saciar a curiosidade de alguém. Mas eu fiz. No fundo eu esperava que a resposta fosse outra com o objetivo de unir essas duas pessoas, mas depois desmentiu para mim eliminando qualquer possobilidade de interesse. Ela não estava interessada na pessoa, ela só queria saber qual era sua orientação sexual para um objetivo que desconheço até hoje. A partir dessa confissão eu até tentei me questionar mas não levei adiante, jogando o assunto pra o lado. Posteriormente, analisando outros acontecimentos, eu pude compreender que havia apenas um desejo implícito de que a sexulidade dessa pessoa questionada (e de tantas outras) fosse diferente da informada, pelas próprias declarações de admiração exacerbadas. Mesmo que ela tenha desmentido, hoje acredito que havia um interesse maior por um relacionamento, o que antes era negado.

Pouco tempo depois aconteceu algo semelhante: novamente a sexualidade de outra pessoa sendo colocada em jogo. Dessa vez estava claro para minha qual era a orientação dessa pessoa envolvida, mas ela insistia em dizer que a pessoa não tinha certeza da sua própria sexualidade e chegou a sugerir que talvez sua presença fosse evitada com o objetivo de não confrontá-la ou colocá-la sobre questionamento. Segundo ela, a pessoa tinha medo dela, medo de vê-la. A teoria era tão absurda que minha reação não poderia ser outra a não ser rir e dizer que aquilo era um delírio. Sinceramente eu achei que fosse uma piada ou uma brincadeira. Mais ma vez não dei muita atenção e coloquei o assunto de lado. Mas da mesma forma que o caso anterior, posteriormente eu comecei a acreditar que também havia o mesmo desejo implícito do desejo de que a sexualidade de pessoa correspondesse às expectativas criadas por quem a colocou em dúvida.

As constantes intervenções em conversas alheias numa clara demonstração de ciúme apenas reforçavam as teses.

Se antes uma outra personalidade era apresentada a mim, de alguém carinhoso, educado, tranquilo, coerente e calmo, tudo agora se descortinava aos poucos. Só havia algo notado: o de uma pessoa recém descoberta de si mesma, e uma necessidade enorme de dividir seu novo mundo com alguém com disposição suficiente para ouvir e, nesse caso, eu era sempre essa ouvinte. Eu achava graça observando aquela criança que acabou de descobrir que papai noel não existe e queria agora contar sua especulações sobre a ida do suposto papal noel na sua casa.

Com o tempo as coisas começam a aparecer mas você ainda não é capaz de ligar os pontos, afinal de contas, são muitas informações novas e muitas peças desse enorme e complexo quebra-cabeças e você ainda não teve tempo de ordená-las porque existia fora que urgia e demandava sua atenção e cuidados. Eu tinha apenas um rascunho inicial ainda que precisaria ser moldado e os moldes foram acontecendo no decorrer dos meses seguintes.

É incrível o que um encontro pessoal com alguém da internet pode causar. Tudo muda, para pior ou melhor, inclusive sua confiança. Às vezes isso não acontece num primeiro encontro porque algumas pessoas tendem a não serem sinceras o suficiente. Nesse caso, a sensação que  tive foi a de uma porta se abrindo e de dentro dela saindo uma outra pessoa, uma outra face, e foi exatamente o que aconteceu. A partir de certo momento, um mal estar já havia sido instaurado, porque tudo aquilo no que eu havia acreditado estava sendo derrubado pouco a pouco. Me lembro disso ter acontecido uma única vez na minha vida e foi uma experiência horrivel.

Com o tempo comecei a notar o vitimismo constante, a necessidade de atenção e de sentir-se querida e amada. Eram constantes as indiretas e outras afirmações do quanto estava sendo vítima de tudo e de todos. Monitorar treta alheia e dar pitaco era uma especialidade construída ao longo dos meses, quase sempre sem razão e vomitando bobagens e críticas não pertinentes. O tempo todo me questionava se eu tinha visto tal coisa, coisa essa que não era nem do meu interesse e nem me dizia respeito. Também questionava qualquer coisa que eu dissesse sobre alguém e que não mencionasse quem era. Na maioria das vezes nem era alguém da internet, era um conhecido meu qualquer, sobre um vizinho, um cliente, um parente, mas os questionamentos vinha em forma de mensagens privadas constantes: quem é? Eu compreendo a mórbida curiosidade alheia das pessoas pelos outros, mas tudo tem limites.

Comecei também a prestar atenção na quantidade enorme de supostos "stalkers" que supostamente existiam.  Os "ex" que nunca existiram, porque só existe "ex" quando existiu de fato uma relação e essas relações nunca existiram. Tinha sempre um suposto "ex" perseguindo, investigando, espionando, anotando, conferindo e comentando. Os "stalkings" sempre ocorriam na rede então passei a questionar essas supostas atividades de "stalking" quando descobri que vários destes supostos "ex" nem perfis nessa rede tinham e, muito provável, talvez nem soubessem da existência do perfil na rede da pessoa. Eu não sei se todos tem uma noção ao menos vaga do que é "stalking" de verdade. Tenho uma parâmetro de "stalking" bem definido porque, como muitos sabem, nos anos de 2010/2011 sofri graves investidas, por motivos que não gostartia de expor por estar expondo outras pessoas cujo minhas prioridade é proteger e não tem a ver com essa história. A grande maioria talvez nem faça ideia do que é ter uma pessoa criando não apenas um, mas dezenas de fakes, monitorando e "printando" absolutamente tudo o que você faz e diz, além de receber por e-mail tudo que você diz diariamente em suas redes (antigamente existia um programa que fazia isso), ou de flagrar uma mensagem privada vazada de alguém que você pensava que era seu amigo seu para outra pessoa, ensinando como monitar meu próprio perfil, ou receber mensagens privadas com ameaças de gente que, tecnicamente nem conseguiriam enviá-las, receber telefonemas também com ameaças, ter suas contas hackeadas ou senhas alteradas. E quando você está no seu limite, aos prantos, pensando em sumir de todas as redes excluindo suas contas, você toma conhecimento de que um amigo represálias obrigando-o a te denunciar criminalmente por algo que você nunca fez, ou ter um louco espalhando mentiras a seu respeito, dizendo que você mora no nordeste (morei apenas em SP e RJ), falando do seu filho drogado que nem existe porque você nem tem filhos ou publicando dados pessoais e telefones de outras pessoas como se fossem seus, mudar seu avatar para a foto da "Ninja do funk" e xingar e agredir todos seus amigos (os mais antigos devem se lembrar disso). Ou seja, o inferno descendo (ou subindo) à superfície num nível insustentável a tal ponto de afetar sua vida pessoal familiar. Não, essas pessoas não tem ideia do que é ser stalkeado e perseguido. Para mim o maior problema está no que vem ser fruto desse "stalking" e quando ele é usado para mal, para inventar mentiras, enganar pessoas e distorcer histórias e há pessoas especialistas nisso, e essa pessoa é uma dessas.

O assédio era constante, o dia todo eu recebia mensagens de todas as formas e canais pedindo para que eu visse isso ou aquilo. Eu era cobrada o tempo todo. Eu deveria ler tudo o que a pessoa publicava, comentar e responder até a pessoa sossegar. Mas o pior de tudo isso é que eu não poderia dizer "não" ou discordar mas, mesmo assim, eu não iria trair meus princípios, eu dizia "não" mas talvez não nas mesma frequência que discordava. O incômodo e a pressão eram terríveis, eu trabalho em casa (home office) mas muita gente acha que trabalhar em casa não é trabalhar. Eu não tenho um emprego de meio período onde eu precise apenas "bater meu cartão", receber meu salário, ter folgas semanais e tirar férias uma vez por ano. Eu não tenho patrão mas quem faz meu salário sou eu, não tenho patrão mas se eu não honrar meus compromissos, eu não recebo, tampouco tenho férias, feriados e finais de semana, não viajo há cerca de uns 6 anos ou mais e o pouco tempo que me resta aplico na minha vida "offline" com minha família e amigos, na minha casa com marido, na nossa casa e nos cachorros. Além disso você precisa lidar com pessoas tem uma ideia muito equivocada de que quando você fica conectada 24h, você não está trabalhando. E ainda, essa mesma pessoa, talvez por ter apenas convivência mas não ter uma afinidade e cumplicidade com seus parentes, devido aos segredos que esconde deles, não tem envolvimento com eles. Eu tenho família e amigos que não estão apenas na internet e reservo dias e/ou horários para estar com eles, minha vida não gira ao redor da internet, além do mais, sou casada e tenho compromissos domésticos a cumprir, não posso me dar ao luxo de terminar meu trabalho e  ficar na internet papeando com outras pessoas sempre quando quiser., tenho que pagar contas, tenho obrigações a cumprir, louça e roupa para lavar, almoço e jantar para fazer e muitos não entendem isso, principalmente quem ainda mora com os pais e não tem qualquer obrigação, vivendo como filhinhos de papai. Eu comecei a trabalhar com 13 anos, saí de casa com 20 e passei a assumir as responsabilidades sozinhas, me casei aos 24 e aos 30 eu já estava no meu primeiro divórcio e subindo profissionalmente recebendo promoções e propostas.

Mas algumas pessoas estão tão voltadas para seu próprio umbigo e seu próprio eu que são frias e incapazes de perceber o que se passa ao redor delas. Quando percebem, não tem a menor empatia ou preocupação. Isso veio à tona quando declinei um convite porque um parente meu estava hospitalizado devido a doença incurável e com prazo de vida já determinado pelos médicos. Muito a visível contragosto a pessoa diz que aceita sua negativa, mas não que compreende, porém a todo momento e oportunidade faz questão de lhe lembrar. Quando você conta uma coisa dessas para alguém que se diz seu amigo, você espera no mínimo que a pessoa se compadeça e se solidarize com a situação tão delicada e diga "sinto muito, que situação delicada, seus parentes precisam de você agora, dê atenção a eles", é o natural, pelo menos eu penso assim e não estar sempre jogando indireta de que você preferiu estar com seu parente doente e moribundo do que um colega a todo momento.

A partir desse dia eu comecei a ver os acontecimentos sob outro ângulo e me tornei muito mais intolerante, agindo de uma forma mais crítica e racional. Até ai eu via apenas uma pessoa com muitos problemas que não conseguia e nem queria resolvê-los, mas depois desse dia eu comecei a ver muito mais do que alguns problemas. Mesmo assim, continuei cumprindo o papel de amiga que já vinha cumprindo mas passei a ser mais assertiva nas minhas colocações.

Um dia fui procurada por uma pessoa conhecida em comum que, preocupada, veio me indagar se existia um interesse amoroso ou sexual sobre ela por parte dela. Eu não vi nada preocupante naquele questionamento tampouco o que existia por trás daquilo. Ingenuamente desmenti argumentando que a existência de um carinho demasiado ou o excesso de brincadeiras poderiam soar como um interesse. Meses depois me senti mal quando ela fez um comentário cruel e maldoso sobre o aspecto físico dessa mesma pessoa conhecida em comum que me questionou. Discordei com vigor mas assustada com essa colocação inapropriada e sem o menor contexto da conversa e naquele momento o mal estar havia se instaurado porque eu já não poderia admitir mais aquele tipo de situação e não ser conivente novamente. Nem preciso ter que explicar que se o valor principal de um relacionamento de amizade a beleza física é a última coisa a ser notada e, muito menos, comentada com amigos em comum. Desde quando atributos físicos merecem ser assunto em uma roda de amigos e desde quando merece sequer ser notado? Credito a esse evento e a outros acontecimentos do dia como o momento do meu despertar daquele estado de ignorância e ingenuidade.

Óbvio que não foi um fato isolado, naquele mesmo dia outras coisas aconteceram, inclusive algumas foram alvos do meu comentário e conselho instantâneos, porém fui sumariamente ignorada. Juntando peças em comportamentos, atitudes e palavras ditas, percebi que o ditado da vez do qual havia tomado posse é "quem desdenha que comprar". Havia uma clara relação de investidas X críticas em vários dos acontecimentos mas demorei para perceber. Quando um comportamento preconceituoso parte de uma pessoa que já vive à margem do preconceito, então várias coisas erradas acontecendo. Nesse momento saia-justa notei outros comportamentos que eu antes eu não havia notado, talvez pela quantidade de variáveis que existiam no antes e no depois. Não irei relatar todos estes acontecimentos porque eles não possuem relação direta com meus amigos e colegas envolvidos, mas o que posso dizer que me senti desrespeitada e mesmo tendo tentado conversar sobre o assunto naquele momento e em momento e momentos anteriores não houve uma mínima tentativa de mudar a situação e o comportamento mesmo que eu não tenha sido a única pessoa a dizer o mesmo, mas tem pessoas que só querem que digamos o que elas querem ouvir, então não há muito a ser feito. E sempre foi assim e tem sido assim.

O que me dói é que cheguei a defender essa pessoas em diversos momentos e quase comprei brigas homéricas que talvez não teriam tido o menor sentido e quem iria sair mal nessa história seria eu, mas uma coisa que me incomodava era com o fato de mesmo após os relatos graves de supostas injustiças e supostos males que algumas pessoas supostamente faziam a ela e após todo o suposto mal que supostamente haviam lhe causado, eu me questionava o porquê dela continuar amiga de seus malfeitores? Se alguém lhe faz muito mal é natural que você queira se manter distante da pessoa mesmo que não rompa com ela, mas ela não, ela insistia com a amizade da pessoa. Para mim tem duas explicações plausíveis, ou é masoquista ou tudo era mentira. Dado os acontecimentos, eu comecei a acreditar que tudo não passava de mentiras e exageros que ela potencializava com o objetivo dela chamar a atenção. Foi fácil chegar a essa conclusão quando percebi que uma simples mensagem de "oi, tudo bem" que a pessoa recebia era motivo para ela acreditar que havia um interesse por parte de quem mandou, criando um cenário mirabolante de romance e amor. A partir dai eu comecei a questionar mais ainda muitas coisas. Uma vez chegou ao cúmulo de chamar de "meu amor" uma pessoa que havia acabado de conhecer, referindo-se a ela como se tivessem um relacionamento sério e duradouro de conhecimento de todos.

E como se estes fatos já não fossem o bastante para tirar as piores conclusões, ainda haviam os desabafos que fazia constantemente não apenas a mim como a outras pessoas sobre a dor de ser excluído de grupos de amigos da vira real  no ambiente "off". Uma vez veio desabafar (como sempre) que estava cansado de um grupo de amigos que conhecia há anos que insistiam, segundo ele, brincadeiras e piadas preconceituosas, tendo, inclusive reclamando com essas pessoas sem sucesso. Também desabafou que havia sido excluído de eventos sociais por parte dessas mesmas pessoas e de outras, não era convidado de festas e eventos que eram realizados às escondidas mas que descobria depois por causa de vários constantes deles (?) como a publicação de fotos dos eventos dos quais era excluída, chegando até a intimidade posteriores essas pessoas por não ter sido convidada. Você ouve essa uma história dessas uma única e acredita. Mas quando você ouve essas histórias acontecendo com frequência, você começa a se questionar o que está errado. E para piorar depois você vê a pessoa agindo como estes desafetos como se nada tivesse acontecido com ela gritando para todos os cantos que são seus melhores e mais fieis amigos. Sinceramente os fatos não faziam sentido. Seu melhor amigo ou sua melhor amiga de infância te destrata, faz piada contigo, é preconceituosa com você, te exclui do convívio social e de eventos importantes e você continua se referindo a ele ou a ela como seu ou sua melhor e mais fiel amigo ou amiga?

Costumo dar toques sutis, indiretas ou leves emparedadas e confrontadas esperando que a pessoa se toque, enquanto observo cada comportamento, cada atitude, cada frase e cada detalhe. É a minha fase de despertar onde fico atenta a tudo, planto o verde e espero colherem e sou muito boa no que faço. Na maioria das vezes eu não costumo dividir minhas suposições e tampouco minhas angústias ou desconfianças com outras pessoas, porém dessa vez dividi com algumas pessoas que também perceberam o mesmo. 

Um dia me perguntaram como eu aguentava e que não sabiam como eu era tão tolerante e paciente. Dias depois outra pessoa me fez a mesma indagação, depois outra, outra e mais uma. Realmente minha paciência é quase ilimitada e eu achei que jamais tomaria uma atitude e que iria postergar essa situação para sempre. No fundo eu tinha dó, há pessoas que tem o dom de cavar o sentimento de pena de outros e acho que esse é o caso dela, e o que ainda mantém as pessoas próximas a ela até o momento em que percebam o caráter dela.

Resolvi tomar uma atitude drástica e algo que talvez que poderia passar despercebido aos olhos dos outros, foi o necessário para que isso acontecesse. Sei que essa pessoa preparou o terreno de tal forma para que a situação parecesse justamente o inverso do que aconteceu. A demonstração da falta de caráter dela foi o suficiente para que eu decidisse tomar uma atitude irreversível, cortei o cordão umbilical e fui viver a minha vida sem querer saber o que acontecia do outro lado. Felizmente ou infelizmente, por causa de pessoas que parecem ter percebido mas se mantiveram aparentemente acompanhando tudo, acabaram me relatando coisas que não apenas me entristeceram como fizeram com que eu sentisse um asco dela.

Alguns dias depois vi uma pessoa conhecida em comum comentando sobre um relacionamento que não condizia com coisas que eu soube dela através da pessoa. Ingenuamente e sem maldade alguma eu fui perguntar a ela sobre o antigo relacionamento e, claro, expliquei o porque eu estava confusa. Na verdade eu estava comentando sobre a beleza dessa pessoa e, sem motivo, mais uma vez ela colocou a sexualidade dela como assunto da conversa. Eu não entendia o porque daquilo mas também não questionei, talvez eu devesse ter feito alguma coisa, sei lá, apesar de ser um assunto natural para mim, ele não era conveniente naquele momento e naquela conversa, mas como eu não tinha intimidade com a pessoa envolvida, eu também não quis me meter e desconversei. O problema é que nesse dia eu fiquei sabendo que as relações amorosas e sexuais dessa pessoa a um segredo que ela havia revelado a ela, portanto nem havia como argumentar que eu estaria inventando algo porque ela era a única pessoa em comum que sabia disso. Foi triste ver a decepção dela por ver seu segredo confiado a ela ter sido exposto desse maneira a uma pessoa estranha porque não tínhamos intimidade. Esse fato foi mais do que conclusivo para determinar a falsidade e falta de caráter da pessoa. É inadmissível que alguém exponha um segredo de alguém.

Recebi uma uma carta que parei de ler no final do segundo parágrafo porque só continha mentiras. Somente algumas mensagens de uma conversa que ocorreu foram apagadas sob o argumento da não exposição, argumento esse derrubado pelo fato de outras terem sido mantidas, na verdade foram criteriosamente apagadas somente aquelas que pudessem condená-la e que confirmam meus relatos. Na mensagem uma intenção falha em inverter a história me acusando de coisas que eu não fiz e nem disse e questionando a situação como se não soubesse o porquê da minha atitude. Me enfureci e se eventualmente havia alguma chance de eu mudar de ideia após um pedido de desculpas, ela morreu naquele exato momento. A decepção foi substituída por nojo e um sentimento de "como pude ter sido tão ingênua durante um longo tempo".

Era natural que algumas pessoas fossem descobrindo coisas mediante algumas declarações e atitudes que não eram condizentes com a realidade e com o acontecido e, lógico, me relatavam.  Para começo de conversa, quando eu excluo definitivamente alguém da minha vida  não quero saber o que ela faz e o que deixa de fazer, não procuro, não quero ler ou ouvir, se morrer é capaz de eu nem ficar sabendo, mas algumas coisas que foram ditas pela pessoa acabaram vindo a meu conhecimento por causa da preocupação de outras pessoas. Entre elas uma necessidade enorme da pessoa relatar que eu constantemente procurava saber o que ela dizia e fazia, que eu falava dela, que eu a perseguia. Era tudo tão doentio porque nem faço ideia do que pessoa anda fazendo da vida dela. Todo o tempo eu fico tentando imaginar o que leva uma pessoa a achar que é tão importante assim a ponto de eu ficar pesquisando sobre sua vida, não controlo nem o que as pessoas que eu amo fazem, imaginem me preocupar com alguém que não me diz absolutamente nada a não ser o fato de ficar me caluniando e difamando (e mesmo para isso eu tenho amigos preocupados que me contam, ou seja, EU não preciso ficar desgastando investigando). E isso não é fofoca, se pessoas vêem algo e me contam é porque acham isso um absurdo, um crime, uma injustiça e porque conhecem meu caráter.

Disso tudo, além das mentiras que persistem, a única coisa que sei é que essa pessoa continua jogando com pessoas inocentes e jogando muito baixo na tentativa de afastar pessoas de mim mas os verdadeiros permanecem, os mais espertos ou que passaram pelas mesmas coisas pelas quais eu passei tem percebido o real caráter dela. Eu não fiz absolutamente nada porque qualquer atitude poderia se transformar num tiro no meu próprio pé. Contar às pessoas as coisas que ouvi poderia soar como uma forma de vingança e uma tentativa de obter o apoio das pessoas e eu queria que elas estivessem do meu lado somente se acreditassem em mim e por convencimento próprio. Por outro lado me senti um tanto leviana, talvez fosse meu dever e obrigação avisar aos amigos. Situação ingrata. Por isso é que decidi, dep de um bom tempo pedir perdão. Pedir perdão por talvez ter sido leviana mas eu acredito que todos agora possam ter compreendido a minha situação e o engodo onde me meti.

A situação atual agora caminha para a esfera judicial, é bom que saibam com que tipo de pessoa estão lidando e as coisas para mim são pretas no branco. Eu posterguei isso até onde pude na esperança de que caísse no esquecimento e que alguns fosse aconselhá-la para seguir sua vida e me deixar em paz. Infelizmente isso não ocorreu e eu lavrei um B.O. que ainda está na minha gaveta numa última esperança de que em algum momento essa pessoa mude de atitude. Novamente minha esperança tomando conta da situação. Não quero prejudicar ninguém mas também não posso viver dessa maneira tendo minha moral questionada e me sentindo perseguida obsessivamente. Que essa pessoa tenha um lampejo de bom senso...







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