Perdão, amigos: o desabafo



Se ouvisse as opiniões dos outros, hoje eu deveria ser uma pessoa muito mais reservada e desconfiada de tudo e de todos. Porém o mais importante para mim é ser quem eu sou, ser autêntica e fiel aos meus princípios e sentimentos, agir mais com o coração do que com a cabeça, mesmo que algumas pessoas me achem muito mais coerente e mais racional do que emocional. Talvez essa coerência venha justamente do fato de eu ser eu mesma.






Mas a partir do momento em que você deposita confiança e crédito nas pessoas, você está sujeito à decepções e equívocos. Isso não é o que mais acontece comigo, ainda bem, significa que estou no caminho certo na forma como enxergo o mundo, mas esses pequenos erros estão fora do meu controle.

Sou uma pessoa que se entrega de corpo e alma, de cabeça e coração na mesma proporção em que sofro quando me decepciono com alguém e, acreditem, isso é mais raro de acontecer em relação às agradáveis surpresas da minha vida, mas a ingratidão é sentimento forte, que machuca e ainda cutuca essa ferida sempre que possível.

Uma coisa que eu tenho é um sexto sentido infalível. Não é raro eu conhecer alguém e esse alarme soar, mas a minha vontade de querer me aproximar dessa pessoa e dar uma chance a ela é maior do que o meu senso de preservação própria. Geralmente quando o alarme toca eu não ignoro mas tento enganar a mim mesma pensando que talvez eu tenha me equivocado, quando posteriormente eu tenho a certeza de que estava correta.

Mediante isso, eu me sinto na obrigação de pedir perdão a vocês, verdadeiros amigos e colegas.

Eu não tenho o que justificar mas eu preciso explicar a dinâmica de como sou e dos acontecimentos mesmo que eu tenha a plena e absoluta certeza de o quanto vocês confiam em mim pois me sinto tranquila em afirmar que, apesar de todos os meus defeitos, as pessoas tem ciência do meu caráter, ética e moral e, talvez por isso, eu seja vítima de pessoas mal intencionadas. Por outro lado sou portadora dos mais íntimos segredos de pessoas que sequer me conhecem, sinal de confiança, de que, por algum motivo que desconhecemos, essas pessoas confiam em mim cegamente.

Também não quero que me vitimizar e jamais desejaria que sentissem piedade ou dó de mim, sou crescida e sei lidar bem com essas decepções, melhor do que com minhas frustrações, apesar de vítima, eu não sou uma coitada porque eu passei por cima do meu alarme e investi em uma mentira desejando do fundo do meu coração transformá-la em verdade, porque eu prefiro acreditar esperançosa na boa índole de alguém do que ter que desistir definitivamente do ser humano, por mais que ele apenas me dê motivos para que contrariem minhas expectativas. Eu sempre prefiro acreditar e jamais tentem tirar isso de mim, uma pessoa sem sonhos ou esperanças não consegue sobreviver e não tem forças para lutar.

Você deposita confiança e você colhe confiança, mas não necessariamente fidelidade. E quando você se entrega totalmente, você está suscetível e vulnerável ao engano. Acontece o tempo todo, não foi a primeira e certamente não será a última. Mesmo assim, não me arrependo de absolutamente nada, mesmo que algo possa me trazer algum tipo de prejuízo pessoal ou  sentimental fiz o que eu achava que deveria ser feito, aquilo que é maior do que eu mandou que eu fizesse: o sentimento.

Eu tenho verdadeira aversão à fama. A fama tolhe sua privacidade e você fica exposto aos perigos, em todos os seus sentidos, que são potencializados, inclusive o de se enganar em relação às pessoas. Eu não me considero uma pessoa famosa, mas dentro da mentalidade de algumas pessoas que vivem às custas da busca pela promoção pessoal através de redes sociais, sou 'famosa", sou uma "webcelebridade". O conceito e definição dessas pessoas, infelizmente, é voltado apenas para o número de seguidores e com quem essas pessoas se relacionam. Quanto mais seguidores e mais vínculo com pessoas famosas, maior é seu grau de celebridade, mesmo que você não tenha nenhum feitio de grande importância para a sociedade. É assim que essas pessoas raciocinam: números e relações.

Incrível, mas bizarro, o nível de investimento que essas pessoas fazem para tentar obter minha atenção como se essa fosse exclusividade de alguns mesmo porque falo com todo mundo, sem distinções. Mas alguns insistem tanto nessa "aproximação" até conseguirem minha atenção em forma de "follow" ou de "add" mas redes. Isso eu que reparei devido a alguns usuários que durante o dia todo interagiam comigo mas que passaram a me ignorar quando obtiveram a única coisa que queriam: serem "meus amigos" nas redes, concretizado através de eu segui-los ou adicioná-los a elas. Comecei a prestar atenção nisso a partir do momento que, em 2011, se não me engano, alguns usuários mostravam-se eufóricos e externavam essa euforia após eu segui-los ou adicioná-los. Eu achava graça e não via gravidade nisso, achava que tudo não passava de uma brincadeira, mas o tempo me mostrou um outro lado negro nessa "idolatria". No começo eu não acreditava nisso, na verdade foram alguns amigos que foram alertando: "Anna, você tem muitos seguidores, você é famosa no Twitter", e por mais que eu não admitisse isso, havia um fundo de verdade que eu insistia em não querer enxergar.

O fato é que o mundo hoje torna todas as pessoas potencialmente carentes e a redes em potenciais egocêntricos. Se você não tem equilíbrio e estabilidade emocional você se torna vítima da sua própria carência e egocentrismo e acaba vampirizando as pessoas ao seu redor. Além disso, você tem todo um mundo exterior "off" capaz de tirar a sanidade mental de qualquer um e os jornais estão aí para ilustrar isso, o crescimento da indústria farmacêutica, aumento no comércio de medicamentos controlados e crimes cada vez mais bizarros. Meu ex-psiquiatra dizia que se todos fossem ao psiquiatra o mundo todo estaria medicado porque não restou mais ninguém absolutamente normal, transtornos de ansiedade e depressão são os mais comuns devido ao tipo de vida que todos estamos vivendo. Mas há uma divisão entre aqueles que procuram ajuda e tratamento e aqueles que se acomodam à situação.

Se você juntar os três últimos parágrafos, eu diaria que poderíamos adaptar o ditado "por trás de um grande homem existe uma grande mulher" para "por trás de todo monitor existe um louco em potencial".

Eu poderia dizer "cuidado", "não confie nas pessoas" e blá, blá blá... mas eu estaria recomendando a vocês algo que nem eu mesma consigo cumprir. Eu não seria eu mesma porque eu não sou essa pessoa cuidadora de mim mesma. O que eu posso dizer é: entreguem seu coração e prepare-o, o máximo que irá acontecer é alguém feri-lo, mas pelo menos você saíra ciente de que fez o que deveria ter feito, aquilo que seu coração disse para você fazer.






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